Blog da Orca

4 coisas para saber antes de blindar seu carro

Infelizmente, o Brasil não vem conseguindo resolver os seus problemas de criminalidade, especialmente nos grandes centros urbanos. Por conta disso, as pessoas passaram a buscar formas mais efetivas de se proteger da violência e, dentro desse contexto, blindar o carro mostrou-se uma das alternativas mais buscadas pelos condutores.

Os roubos a veículos e sequestros de motoristas ou passageiros são razoavelmente frequentes. Com um automóvel blindado, muita gente acha que está livre desse risco. Mas será que isso é mesmo verdade?

Confira o post de a seguir e descubra 4 coisas para saber antes de blindar seu carro:

 

1. Níveis de blindagem

Muita gente não sabe, mas existem níveis diferentes de blindagem. No Brasil, são basicamente quatro que seguem as normas estabelecidas nos Estados Unidos, especificando a quais projéteis um determinado coeficiente de proteção precisa resistir se for alvejado.

O nível I é o que confere a menor proteção disponível. Resiste a tiros feitos por armas de calibre 32 e 38, mas é vulnerável a projeteis mais potentes. Já os níveis II e II-A resistem ao calibre 9 milímetros e à Magnum 357.

O nível III-A é disparado o mais usado em nosso país, pois possui uma resistência quatro vezes maior que o nível I, protegendo conta armas de mão de todos os calibres, até mesmo de submetralhadoras de 9 milímetros ou a tiros de Magnum 44. É, consensualmente, a alternativa com melhor custo-benefício.

2. Carros que podem ser blindados

Na realidade, qualquer carro pode ser blindado. O que acontece é que existem certos modelos que simplesmente não experimentam vantagens com essa proteção, pois perderiam muito em potência, desempenho ou até mesmo estabilidade. É preciso ficar muito atento a esse ponto, pois existem empresas que forçam a barra em relação a isso.

Automóveis muito grandes, por exemplo, ficam muito pesados e demandariam severas mudanças na suspensão. Conversíveis e carros de teto solar poderão ficar com pontos fracos e vulneráveis aos projéteis. E, em linhas gerais, motores inferiores a 1.6 terão muitas dificuldades em suportar o peso extra.

3. Valor para blindar o carro

Uma das dúvidas mais frequentes na hora de blindar o carro é o preço. Obviamente, o valor vai variar de acordo com a empresa, o veículo e o coeficiente de proteção escolhido.

O nível mais utilizado é o III-A, que costuma ter custos superiores a 40 mil reais. É possível até encontrar locais que fazem o serviço por menos, mas a complexidade do processo mostra que isso deve implicar em perda de qualidade.

Vale lembrar que é preciso desmontar todo o carro para que os materiais com resistência balística sejam instalados. E depois ainda é preciso remontar com extremo cuidado para que todas as características sejam preservadas. Logicamente, todas essas manobras se revertem em despesas mais altas.

4. Custos de manutenção da blindagem

É preciso levar em conta que, além do preço de instalação, ainda existem custos elevados de manutenção para blindar o carro. No caso de acidentes ou danos, as despesas do conserto podem ser razoavelmente mais caras, pois será necessário contar com uma empresa especializada para a reparação.

Por conta do ganho de peso do automóvel, o consumo de combustível também acaba ficando mais elevado. Com os preços altíssimos que a gasolina e o álcool estão tendo em nosso país, isso não pode ser desprezado. A garantia da empresa de blindagem costuma durar dois anos, mas cobre apenas defeitos no serviço.

E aí, pronto para blindar o carro? Quer ficar por dentro de outras dicas úteis como essa? Siga nossa página no Facebook e receba mais informações sobre o universo automotivo!