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Cinto de segurança: quando devo trocar?

O cinto de segurança é um dispositivo fundamental nos carros, servindo para limitar o deslocamento do corpo em caso de acidentes, além de manter os ocupantes dos veículos dentro da cabine. Condutores e passageiros tendem a negligenciar a sua manutenção, por não saberem que o cinto sofre desgastes e tem que atender a condições mínimas de trabalho.

Embora eles não sofram desgaste rapidamente, existem alguns casos em que os cintos de segurança devem ser substituídos.

Em caso de acidente

Os cintos de segurança são dispositivos projetados para trabalhar de forma eficaz apenas uma vez, portanto após qualquer colisão significativa é preciso substituir todos os cintos que estiveram em operação.

Em um acidente, o cinto de segurança é submetido ao esforço necessário para desacelerar o peso dos ocupantes de um veículo, e o tecido ou cadarço é concebido para esticar sem se romper, para permitir essa desaceleração. Contudo, uma vez esticado, o cadarço perderá sua elasticidade original. Se não for substituído, o cadarço pode causar lesões graves no peito e no pescoço dos ocupantes do carro em um acidente posterior, por não se estender da forma como foi projetado.

O mesmo vale para os outros componentes, como fivelas e fechos, que podem se tornar mais frágeis após uma batida e não suportar os esforços em outro acidente.

Fatores de depreciação

Embora o funcionamento dos cintos de segurança pareça normal, há fatores que podem diminuir a sua vida útil, merecendo atenção do condutor:

  • A exposição à poeira fina pode corroer ou deteriorar o material do cadarço ou causar emperramento de outros componentes. Ao verificar excesso de sujeira, é preciso desenrolar os cintos, lavá-los e só recolhê-los após secarem.
  • A exposição excessiva ao sol pode deteriorar os cadarços, tornando-os menos resistentes em caso de choque.
  • A tensão constante dos cintos por longos períodos pode diminuir a elasticidade dos cadarços. Deixar a cadeirinha de bebês instalada, mesmo fora de uso, é um exemplo disso.
  • Prender e soltar o cinto constantemente pode diminuir o funcionamento dos fechos.

Itens de verificação

Os cintos de segurança devem ser verificados pelo menos uma vez ao ano, a fim de detectar fatores que exijam sua manutenção ou mesmo sua substituição.

Destacamos a seguir os itens passíveis de verificação.

Conjunto trava e fecho:

  • Verifique o encaixe entre o fecho e a fivela. Quando encaixados, não devem apresentar nenhuma folga.
  • Quando pressionado o botão de soltar, a fivela deve ejetar ativamente do fecho.
  • Não deve haver rachaduras visíveis no fecho, e a sua tampa deve estar intacta.
  • O metal da fivela não deve ter nenhuma deformação ou rachaduras visíveis.

Retração:

  • Puxe o cinto até onde for possível e, em seguida, solte-o. Ele deve retornar todo o caminho rapidamente, sem travar.
  • A máquina deve travar quando o cinto for puxado repentinamente.

Cadarço:

  • O tecido deve estar costurado firmemente à fivela. Não deve exibir nenhuma falha nas costuras.
  • O cinto deve estar plano ao longo de todo o seu comprimento, sem desgastes, cortes ou desfiamentos.
  • Não deve haver marcas de queimaduras ou quaisquer sinais de ondulação.
  • Não deve haver desbotamento excessivo do cinto (por exposição ao sol).

Ancoragem:

  • Todas as fixações devem estar livres de corrosão e presas firmemente à estrutura do veículo.
  • Não deve haver sinais de qualquer deformação nos pontos de ancoragem.

Já é de conhecimento de todos que o cinto de segurança é um dos mais eficientes itens de segurança em caso de acidentes de trânsito. Assim, é essencial cuidar do seu funcionamento através do uso correto, das verificações periódicas e de sua substituição em caso de qualquer problema.

E você? Já verificou o cinto de segurança do seu carro ou já teve que substituí-lo? Conte pra gente nos comentários dopost!