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Envelopamento de veículos: o que pode e o que não pode fazer?

Manter a pintura do carro em boas condições pode ser um grande desafio. Muitas vezes, é preciso driblar as pilastras dos estacionamentos e ficar atento para não esbarrar os para-choques na hora da última manobra. O contato de pequenas pedras com a lataria durante as viagens e os esbarrões de terceiros também são obstáculos para manter a valorização e a pintura intacta.

Para enfrentar essas adversidades, a melhor solução é o envelopamento de veículos. A técnica começou nos Estados Unidos e em 2011 já era uma tendência no Brasil. Quer saber o que diz a lei e como funciona o envelopamento? Leia este artigo!

O que é o envelopamento de veículos?

O envelopamento também é conhecido como plotagem ou adesivação. Basicamente, é uma técnica de proteção da lataria que consiste na aplicação de uma película adesiva sobre a pintura do veículo. Vale lembrar que, para fazer o envelopamento, é preciso conhecimento, habilidade e ferramentas específicas. Por isso, deve ser feito por um profissional especializado.

Atualmente, existem 3 possibilidades de envelopamento:

  • PVC Vinil (importado ou nacional): tipo mais utilizado devido ao custo-benefício, pois apresenta boa durabilidade e resistência, principalmente o importado;
  • envelopamento líquido: lançado há menos tempo no mercado brasileiro, esse tipo de envelopamento é à base de tinta e custa mais. Por outro lado, permite a utilização de bucha na lavagem do carro e diminui bastante o desgaste causado pelos raios solares. Outra vantagem é a eliminação das bolhas e riscos resultantes da aplicação inadequada das outras formas de envelopamento;
  • Poliuretano: recomendado àqueles que desejam proteção sem alterar a originalidade do automóvel, já que é transparente. O poliuretano tem alta resistência e preserva a pintura em batidas leves e arranhões.

A durabilidade do envelopamento varia de acordo com o material escolhido. Em média, os produtos importados oferecem duração de 5 anos; já os nacionais, cerca de 3 anos. Exposições prolongadas ao sol e à chuva reduzem a vida útil da adesivação. Agora que você já sabe quais são os tipos de envelopamentos, veja o que diz a lei!

O que é permitido?

Para ter sucesso com a plotagem, é preciso escolher com cautela o tipo de material e a empresa responsável por sua aplicação. Mas isso não é tudo! Para evitar dores de cabeça, é indispensável saber exatamente o que pode e o que não pode ser feito.

O artigo 98 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deixa claro que alterações nas características originais do veículo podem ser realizadas, desde que permitidas pela autoridade responsável. Caso contrário, o proprietário poderá ser penalizado nos termos do artigo 230 (inciso VIII). Ou seja, com multa, perda de pontos na CNH e apreensão do veículo até a regularização.

Entende-se por alteração a plotagem de mais 50% da lataria do carro em cor diversa da original. Mudanças de tonalidade de brilhante para fosca não se enquadram nas regras e, portanto, não requerem regularização.

No caso de modificação da cor predominante do automóvel, a regularização deve ser realizada junto ao Detran. Para adquirir a autorização será necessário pagar uma taxa e apresentar os documentos do veículo e de identificação do proprietário. Ademais, a Portaria 159 do Contran prevê que o carro deverá passar por uma inspeção antes da emissão do novo CRV.

Quais são as vantagens?

O envelopamento de veículos apresenta algumas vantagens:

  • custa cerca de 60% menos que a repintura;
  • qualquer carro pode ser envelopado;
  • protege contra o desgaste provocado por sol, sereno e chuva;
  • possibilita a customização do automóvel;
  • facilita a limpeza (dispensa o uso de cera e pasta);
  • pode ser utilizado para divulgação de serviços e produtos;
  • oferece proteção contra pequenos arranhões e colisões;
  • camufla riscos na pintura.

Em contrapartida, existem desvantagens. Alguns adesivos têm menor durabilidade, como é o caso das cores metálicas. Outro ponto é que aplicação da película em pinturas danificadas ou sem o verniz original pode causar alguns estragos no momento de retirar o adesivo, já que o material foi desenvolvido para superfícies em perfeito estado de conservação.

Não restam dúvidas sobre o envelopamento de veículos, não é mesmo? Basta escolher uma empresa de confiança e respeitar a legislação! Que tal ajudar outras pessoas a conhecerem melhor essa técnica, compartilhando esse post nas suas redes sociais?