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Seminovos: saiba por que modificar carros pode dificultar a sua revenda

Modificar carros nem sempre significa realizar um bom negócio. Existem algumas alterações que descaracterizam completamente o modelo, o que não é muito bem-visto no mercado de seminovos.

As modificações podem ser feitas com diferentes objetivos. Existem aquelas destinadas a melhorar a economia de combustível, outras voltadas para o desempenho, para a estabilidade, etc. O fato é que é preciso ficar atento ao que é benéfico e ao que pode prejudicar o veículo, desvalorizando-o no mercado.

É importante saber que pequenas alterações como colocação de adesivos, insulfilmes ou até a adoção de rodas esportivas não costuma apresentar problemas, pois esses itens são facilmente removíveis. O problema é quando as alterações modificam o projeto original e que exigem algum investimento se o novo dono quiser restaurar as características do carro.

Kit GNV

Febre há alguns anos no Brasil, o kit GNV ainda é bastante procurado por quem roda muitos quilômetros por dia. Embora não seja mais tão vantajoso, o gás ainda é mais barato do que os combustíveis tradicionais, o que faz com que algumas pessoas optem pela instalação do kit.

O problema é que o GNV aumenta a pressão interna do cabeçote e diminui a potência do carro, o que força mais o motor e exige manutenções mais constantes — há quem defenda que a vida útil do propulsor acaba sendo diminuída.

Além disso, o cilindro é grande e pesado, roubando espaço do porta malas e forçando a suspensão traseira. A retirada do kit custa quase o mesmo tanto que a instalação, o que pode afastar eventuais interessados em comprar o seu carro.

Alteração de cores

A série de filmes “Velozes e Furiosos” popularizou o tuning em todo o mundo. Assim, começaram a surgir carros pintados com cores berrantes, repletos de brilhos e acessórios que fazem o carro parecer um trio elétrico de carnaval.

O grande problema é que a pintura do veículo representa um gosto pessoal do seu dono, e quanto mais personalizado for o seu carro, mais difícil será revendê-lo.

Uma curiosidade: as cores prediletas de quem adquire carros no Brasil são preto, branco e prata.

Suspensão rebaixada

Para conseguir melhorias na aerodinâmica e na estabilidade, algumas pessoas optam por rebaixar a suspensão dos seus carros. O problema é que essa medida altera completamente as características originais do veículo e pode gerar graves consequências.

Além disso, vale ressaltar que as ruas brasileiras não estão preparadas para receber carros extremamente baixos. O excesso de buracos pode acabar com a suspensão do veículo, provocar rachaduras no chassi e até causar acidentes.

Rodas grandes

Rodas esportivas não costumam desvalorizar o veículo, a não ser que o modelo escolhido tenha dimensões diferentes das originais.

Em primeiro lugar, a legislação brasileira não permite que as rodas sejam mais largas do que a carroceria. Em segundo lugar, as rodas maiores podem raspar no chassi, provocando furos no pneu e fazendo com que o motorista perca o controle do carro em curvas.

Antes de modificar carros, pense na sua segurança e no mercado de seminovos. O prazer de dirigir um carro personalizado pode ser substituído pela frustração da desvalorização na revenda.

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